RESTER VIVANT

QUANDO QUEBRA QUEIMA
28/05/2019
 

Informações

Datas: 14, 15 e 16JUN
Horário: 20h
Duração: 120'
Local: Teatro 2 (lotação 152 lugares)

 

Rester vivant (Permanecer vivo)

França/Brasil | 2019 | 120 min | 18 anos

Autor e diretor: Yves-Noël Genod
Atuação: Baptiste Ménard, Isabela Fernandes Santana, Ricardo Paz, Yves-Noël Genod e coro (participantes da residência no festival).

Sobre "Rester vivant":
Obra inédita do ator e diretor francês Yves-Noël Genod, "Rester vivant" foi concebida a convite do festival. Livremente inspirada no texto "Rester vivant", de Michel Houellebecq, a performance toma a expressão-título ("permanecer vivo") como ponto de partida de um jogo que oscila entre a morte e a vida, em que os performers, assim como muitos de nós, buscam criar modos de existir e de resistir criativamente às turbulências e ameaças do nosso tempo. Como permanecer vivo? Qual é a condição e a forma de existir do artista na sociedade contemporânea? "Permanecer vivo" provoca reflexões sobre a condição marginalizada do artista e, ao mesmo tempo, sobre a sua inescapável vocação para a reinvenção da vida, para a fabricação da poesia e da arte como meio de permanecermos vivos.

Trata-se de uma criação em duas etapas: na Europa, fragmentos de textos de Michel Houellebecq inspiram Genod a criar em colaboração com o português Ricardo Paz, o francês Baptiste Ménard e a brasileira Isabela Fernandes Santana; esta primeira etapa se complementa com uma residência artística a ser realizada durante o festival Cena Brasil Internacional, em que Genod e seus colaboradores irão se juntar a um grupo de performers profissionais e não profissionais que, através de inscrição, serão selecionados para participar como coro na montagem do espetáculo.

"Estou feliz, queridos amigos, por ter conseguido, ao extremo, encontrar vocês numa distribuição que me parece ideal, no sentido oposto. Somos apenas quatro, mas aparentemente tão diferentes que me encanta. Amo, de fato, em meus shows, mostrar as maiores oposições possíveis, como universos autônomos e independentes, animados por leis diferentes: como os astrofísicos imaginam a criação. Partilharemos o conceito de multiverso, numa criação permanente do universo como bolhas de champanhe - cada um com suas próprias leis incompatíveis e inimagináveis. Acredito que os espectadores poderão assim, exercitar sua imaginação mais ativamente (como de maneira surrealista). E assim sair das categorias ao se perguntarem: qual é o elo? Qual o significado que é trocado nessa família de pessoas desordenadas? Qual o significado da falta de compreensão... Tchekhov, em uma carta: "é hora das pessoas que escrevem, especialmente os artistas, reconheçam que neste mundo não ouvimos".

Será necessário manter essa autonomia, mesmo que o texto Rester vivant / Permanecer vivo seja, é claro, muito colorido na representação. Será com certeza cósmico ..."
Yves-Noël Genod (Texto de uma de suas cartas)

Sobre Yves-Noël Genod:
Yves-Noël Genod (1972-) é um ator, performer e diretor francês que iniciou a sua carreira atuando nos espetáculos de grandes mestres do teatro da França, como Claude Régy e François Tanguy (Théâtre du Radeau).

Em 2003, a convite do festival Let's Dance, de Nantes, Genod recebeu carta branca para criar o seu primeiro espetáculo autoral, "En attendant Genod” (“Esperando por Genod”) espetáculo de Beckett. Desde então, Genod criou dezenas de espetáculos à frente da sua própria companhia ou núcleo criativo, o Dispariteur (O desaparecido), que tem se apresentado frequentemente em festivais de dança e de formas híbridas, assim como em alguns dos espaços teatrais mais importantes da França e da Suíça, como o Théâtre des Bouffes du Nord, Théâtre du Rond-Point, Nanterre-Amandiers, Théâtre National de Chaillot, Arsenic e Saint Gervais.

Em suas criações, o teatro e seus elementos são os protagonistas. Assim, luz, som, corpos, vozes, sombras, fumaça e objetos constituem um ecossistema teatral, cujo funcionamento depende da interrelação de cada elemento. Em suas obras, portanto, a fala, o canto, o gesto, a dança e o movimento estão integrados, interligados e têm a mesma importância que os eventuais textos de Proust, Baudelaire, Duras, Houellebecq e outros mestres das letras da França com os quais Genod costuma trabalhar.