ENCHENTE

ISTO É UM NEGRO?
28/05/2019
DIAFRAGMA: DISPOSITIVO VERSÃO BETA
28/05/2019
 

Informações

Datas: 7 e 8 JUN
Horário: 19h
Duração: 50'
Local: Teatro 2 (lotação 152 lugares)

 

"Enchente"

Flávia Pinheiro

Brasil/PE | 2016 | 50 min | Classificação indicativa: 16 anos

Direção e dramaturgia: Flávia Pinheiro

Performers: Flávia Pinheiro, Marcela Aragão e Rebeca Gondim

Sobre "Enchente":
O trabalho surge de um estudo transdisciplinar, que articula performance, imagem e ruído, a partir do conto “A enchente”, do dramaturgo pernambucano Hermilo Borba Filho. "Enchente" é a metáfora para as catástrofes humanas atuais: a indiferença e o fracasso do mundo assim como os conhecemos. A obra pretende recontar a história através da materialidade das imagens e de sua transparência, utilizando material de arquivo para produzir conteúdos que problematizam e ampliam catástrofes naturais, migratórias e econômicas, através da projeção de imagens das inundações na cidade do Recife e dos engenhos no interior do estado.

A montagem se constrói a partir de procedimentos de improvisação que envolvem restrições e obstruções de movimentos, além de alguns jogos com regras e materiais. Em cena, as relações entre os corpos questionam as hierarquias e ampliam suas possibilidades ao realizarem tarefas de improvisação.

“Enchente” foi contemplado com o prêmio O Solo do Outro da Prefeitura da cidade do Recife, em 2015. Participou do Festival Internacional de Dança do Recife e, em 2016, participou da Semana Hermilo Borba Filho e fez temporada no mesmo teatro. Em 2017, esteve em cartaz no Teatro Arraial Ariano Suassuna, participou do 22ª Janeiro de Grandes Espetáculos, do FIG Festival de Inverno De Garanhuns, da Mostra Brasileira de Dança, do Aldeia Vale Dançar no SESC Petrolina, e cumpriu temporada no Espaço Experimental em Recife. Em 2018, participou do Festival MOVASE em Manaus e, em 2019, se apresentou no SESC Sorocaba e realizou uma curta temporada no SESC Belenzinho, em São Paulo.

Equipe de criação:
Concepção, direção e dramaturgia: Flávia Pinheiro
Performers: Flávia Pinheiro, Marcela Aragão e Rebeca Gondim
Desenho de imagem e som: Leandro Oliván
Desenho de luz: Natalie Revorêdo

Sobre Flávia Pinheiro:
Diretora, coreógrafa, dançarina e performer, Flávia Pinheiro vive e trabalha em Recife. Pesquisa o corpo em movimento em relação a diferentes dispositivos. Sua obra atravessa os campos da performance, do vídeo, da instalação e da intervenção urbana. Em colaboração com artistas de diferentes linguagens, desenvolve experimentos que envolvem Arte e Tecnologia.

Com a instalação interativa "Aires de cambio", criada com Leandro Olivan, participou da Exposição Interactivos 2012, na Fundação Telefônica, em Buenos Aires, e desde então pratica e explora diferentes maneiras de se movimentar em um treinamento contínuo para sobreviver ao fim do mundo. Ao longo dos últimos 15 anos como artista independente na cidade do Recife, Flávia Pinheiro tem desenvolvido uma investigação artística, em formato solo, que questiona um corpo em queda constante, que se desmembra, se decompõe, colapsa sobre si mesmo e sobre o próprio fazer na dificuldade de sobreviver em um ambiente precário e hostil. Atualmente, investiga in vitro as bactérias no contexto insalubre da cidade do Recife, o que resultou em uma série de procedimentos de imagem e de performances, numa luta artística contra os antibióticos.

Em 2016, Flávia foi premiada com a bolsa Funarte para formação em artes cênicas, o que a levou a estudar no Centre Nacional de la Danse CND/Pantin, na França. Com as obras "Como manter-se vivo" e "Contato sonoro", participou do Circuito Palco Giratório do SESC e de importantes festivais do país. Recentemente, recriou a performance "Enchente", em que passou a atuar em cena, e tem apresentado a performance parlante “Antílope” junto ao artista sonoro Yuri Bruscky.

Flávia é graduada em Artes Cênicas na UFPE, cursou mestrado em História da Arte na UNSAM-Universidad de San Martin, é pós-graduada em artes visuais-linguagens artísticas combinadas na UNA, e em 2017 iniciou a sua formação como terapeuta corporal - BMC Body Mind Centering. Também trabalha como pesquisadora e facilitadora de processos pedagógicos e curatoriais, e foi professora substituta em licenciatura em dança na UFPE.