DIAFRAGMA: DISPOSITIVO VERSÃO BETA

ENCHENTE
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28/05/2019
 

Informações

Datas: 12 JUN
Horário: 19h e 21h
Duração: 40'
Local: Teatro 3 (lotação 86 lugares)

 

"Diafragma: dispositivo versão beta"

Flávia Pinheiro 

Brasil/PE | 2015 | 40 min | Classificação indicativa: 16 anos

Direção e performance: Flávia Pinheiro

Sobre "Diafragma: dispositivo versão beta":

"Diafragma: dispositivo versão beta" é uma performance manifesto construída em relação aos dispositivos low tech e as tecnologias obsoletas. Pesquisa o diafragma como parte de um dispositivo motor utilizando alguns princípios de Gerald Raunig, Michael de Certeau, Vilém Flusser e Gilles Deleuze como eixo que organiza uma grande máquina que atua no tempo de forma nômade buscando (des)territorializar-se. Ao hackear o corpo, a performer Flávia Pinheiro interage com diferentes objetos criados e reutilizados por Leandro Oliván. Exacerba a sua obsolescência programada ao trabalhar com a impossibilidade, com a hipótese do movimento que ao funcionar já não serve mais. "Diafragma: dispositivo versão beta" é uma performance-versão de teste criada para emular a falência e a letargia colocando em evidência o analógico em curto circuito.

Equipe de criação:
Direção, criação e performer: Flávia Pinheiro
Objetos e ruído: Leandro Oliván

Sobre Flávia Pinheiro:
Diretora, coreógrafa, dançarina e performer, Flávia Pinheiro vive e trabalha em Recife. Pesquisa o corpo em movimento em relação a diferentes dispositivos. Sua obra atravessa os campos da performance, do vídeo, da instalação e da intervenção urbana. Em colaboração com artistas de diferentes linguagens, desenvolve experimentos que envolvem Arte e Tecnologia.

Com a instalação interativa "Aires de cambio", criada com Leandro Olivan, participou da Exposição Interactivos 2012, na Fundação Telefônica, em Buenos Aires, e desde então pratica e explora diferentes maneiras de se movimentar em um treinamento contínuo para sobreviver ao fim do mundo. Ao longo dos últimos 15 anos como artista independente na cidade do Recife, Flávia Pinheiro tem desenvolvido uma investigação artística, em formato solo, que questiona um corpo em queda constante, que se desmembra, se decompõe, colapsa sobre si mesmo e sobre o próprio fazer na dificuldade de sobreviver em um ambiente precário e hostil. Atualmente, investiga in vitro as bactérias no contexto insalubre da cidade do Recife, o que resultou em uma série de procedimentos de imagem e de performances, numa luta artística contra os antibióticos.

Em 2016, Flávia foi premiada com a bolsa Funarte para formação em artes cênicas, o que a levou a estudar no Centre Nacional de la Danse CND/Pantin, na França. Com as obras "Como manter-se vivo" e "Contato sonoro", participou do Circuito Palco Giratório do SESC e de importantes festivais do país. Recentemente, recriou a performance "Enchente", em que passou a atuar em cena, e tem apresentado a performance parlante “Antílope” junto ao artista sonoro Yuri Bruscky.

Flávia é graduada em Artes Cênicas na UFPE, cursou mestrado em História da Arte na UNSAM-Universidad de San Martin, é pós-graduada em artes visuais-linguagens artísticas combinadas na UNA, e em 2017 iniciou a sua formação como terapeuta corporal - BMC Body Mind Centering. Também trabalha como pesquisadora e facilitadora de processos pedagógicos e curatoriais, e foi professora substituta em licenciatura em dança na UFPE.