COMO MANTER-SE VIVA?

MI FIESTA
28/05/2019
ISTO É UM NEGRO?
28/05/2019
 

Informações

Datas: 9 e 10 JUN
Horário: 19h
Duração: 50'
Local: Teatro 3 (lotação 86 lugares)

 

Como manter-se viva?

Flávia Pinheiro

Brasil/PE | 2017 | 50 min | Classificação indicativa: livre

Direção e performance: Flávia Pinheiro

Sobre "Como manter-se viva":
“Como manter-se viva?” investiga a urgência de permanecer em movimento como um procedimento de sobrevivência. Um questionamento de como nos relacionamos com a imaterialidade das relações propostas pelos dispositivos e a certeza da nossa impermanência. Como continuar em movimento? Como resistir ao desequilíbrio e a instabilidade? Como persistir no tempo? Uma prática circular que, por não desistir, sucumbe na falha eterna e inerente da matéria. "Como manter-se viva" aborda o colapso da própria vida/arte na ausência de uma perspectiva de futuro do fazer/ser em dinâmica; ; consequência de uma conjuntura estática, monitorada, programada… Parece que os robots podem incorporar, de um jeito melhor que nós, humanos, a nossa própria humanidade.

A dramaturgia desenvolvida na investigação converge para uma estética do precário, de uma lógica invertida, de um saber que advém da experiência e da percepção. O processo de criação de “Como manter-se viva?” foi compartilhado com Peter Michael Dietz. O trabalho participou do Circuito Palco Giratório do SESC em 2018.

Equipe de criação:
Criação e performer: Flávia Pinheiro
Coaching: Peter Michael Dietz
Desenho sonoro: Leandro Olivan
Desenho de luz: Natali Revoredo

Sobre Flávia Pinheiro:
Diretora, coreógrafa, dançarina e performer, Flávia Pinheiro vive e trabalha em Recife. Pesquisa o corpo em movimento em relação a diferentes dispositivos. Sua obra atravessa os campos da performance, do vídeo, da instalação e da intervenção urbana. Em colaboração com artistas de diferentes linguagens, desenvolve experimentos que envolvem Arte e Tecnologia.

Com a instalação interativa "Aires de cambio", criada com Leandro Olivan, participou da Exposição Interactivos 2012, na Fundação Telefônica, em Buenos Aires, e desde então pratica e explora diferentes maneiras de se movimentar em um treinamento contínuo para sobreviver ao fim do mundo. Ao longo dos últimos 15 anos como artista independente na cidade do Recife, Flávia Pinheiro tem desenvolvido uma investigação artística, em formato solo, que questiona um corpo em queda constante, que se desmembra, se decompõe, colapsa sobre si mesmo e sobre o próprio fazer na dificuldade de sobreviver em um ambiente precário e hostil. Atualmente, investiga in vitro as bactérias no contexto insalubre da cidade do Recife, o que resultou em uma série de procedimentos de imagem e de performances, numa luta artística contra os antibióticos.

Em 2016, Flávia foi premiada com a bolsa Funarte para formação em artes cênicas, o que a levou a estudar no Centre Nacional de la Danse CND/Pantin, na França. Com as obras "Como manter-se vivo" e "Contato sonoro", participou do Circuito Palco Giratório do SESC e de importantes festivais do país. Recentemente, recriou a performance "Enchente", em que passou a atuar em cena, e tem apresentado a performance parlante “Antílope” junto ao artista sonoro Yuri Bruscky.

Flávia é graduada em Artes Cênicas na UFPE, cursou mestrado em História da Arte na UNSAM-Universidad de San Martin, é pós-graduada em artes visuais-linguagens artísticas combinadas na UNA, e em 2017 iniciou a sua formação como terapeuta corporal - BMC Body Mind Centering. Também trabalha como pesquisadora e facilitadora de processos pedagógicos e curatoriais, e foi professora substituta em licenciatura em dança na UFPE.