ALTAMIRA 2042

BLACK HOLE – TRILOGY AND TRIATHLON
27/05/2019
 

Informações

Datas: 14, 15 e 16 JUN
Horário: 20h30
Duração: 90'
Local: Teatro 3 (lotação 49 lugares)

 

"Altamira 2042"

Gabriela Carneiro da Cunha e Cibele Forjaz

Brasil RJ/SP | 2018 | 90min | Classificação indicativa: 16 anos

Idealização, concepção, direção e performance: Gabriela Carneiro da Cunha

Sobre "Altamira 2042":
A performance "Altamira 2042" é a segunda etapa do projeto "Margens – Sobre rios, crocodilos e vaga-lumes", idealizado pela atriz e pesquisadora Gabriela Carneiro da Cunha. Trata-se de uma série de trabalhos que visa entremear os testemunhos de rios brasileiros que vivem experiências de catástrofe desde a perspectiva do próprio rio. Assim, o encontro entre um grupo de artistas e a população local do Rio Xingu gera o ponto de partida para a criação de "Altamira 2042", que se apresenta em cena como uma instauração sonora composta por caixas de som que amplificam relatos, vozes humanas e não humanas, sobre as consequências da construção da hidrelétrica de Belo Monte. São vozes que habitam as margens do Xingu, ou seja: ribeirinhos afetados pela barragem, povos indígenas, lideranças de movimentos sociais, moradores de Altamira, funcionários do Governo Federal e de instituições socioambientais, e também da mata, dos animais da região, do vento, da chuva, e até do próprio Rio Xingu. "Altamira 2042" se realiza em cena, portanto, como um espetáculo polifônico, que se desenvolve através de diferentes registros sonoros e visuais, a fim de oferecer ao público diferentes perspectivas que fazem com que a hidrelétrica deixe de ser somente uma obra para se tornar o mito do inimigo.

Sobre Gabriela Carneiro da Cunha:
Gabriela Carneiro da Cunha é atriz, diretora e pesquisadora formada em artes cênicas pela Casa das Artes de Laranjeiras/CAL. Em sua trajetória no teatro já trabalhou com diretores como Felipe Vidal, Ivan Sugahara, Celina Sodré, Isaac Bernart, Pedro Brício, Diego de Angeli, Georgette Fadel e Ariane Mnouchkine. No cinema atuou como atriz e roteirista. É a idealizadora do projeto Margens – sobre rios, crocodilos e vagalumes que, em 2015, estreou sua primeira etapa com a peça Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos, com direção de Georgette Fadel. Esta segunda etapa sobre o Xingu foi selecionada com a bolsa Faperj de Estímulo a Pesquisa e a Criação Artística e pela Bolsa Funarte de formação artística e pela residência Artsônica do Oi Futuro. No total serão contemplados quatro rios: Araguaia, Xingu, São Francisco e Rio Doce.